23/09/2015

22:32

Por: Alberto Silva

A falência da Presidente Dilma, para se manter no poder ela está vendendo cargos em ministérios

...O balcão de negócios do governo. Para manter-se no poder, Dilma 'vende' cargos aos adversários

Após manutenção dos vetos, Dilma diz que dará Ministério da Saúde ao PMDB. Presidente se reuniu com o vice Michel Temer e líderes do partido no Congresso; ela também teve reunião com Lula.

A presidente Dilma Rousseff se reuniu na manhã desta quarta-feira, em encontros separados, com o vice-presidente, Michel Temer, e com o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, de quem recebeu as indicações de nomes para integrar o ministério.

Um integrante do governo que participou da conversa relatou que a presidente disse a Picciani que dará o Ministério da Saúde a um dos três deputados indicados pela bancada: Marcelo de Castro (PI), Manoel Júnior (PB) ou Saraiva Felipe (MG).

A tendência é que a cobiçada pasta fique com Manoel Júnior. Os parlamentares também indicaram nomes para um segundo ministério, mas durante a reunião, não foi batido o martelo quanto à área, que poderá ser o novo Ministério da Infraestrutura, que uniria Portos e Aviação Civil. O encontro do vice com a presidente não tratou de nomeações e cargos.

Antes mesmo de o governo anunciar a reforma ministerial, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, se antecipou e já avisou a assessores que deixará o cargo. Ontem, Chioro foi até o Palácio do Planalto e teria conversado com a presidente.

 Chioro assumiu o ministério em janeiro de 2014. Filiado ao PT e indicado por Lula, o médico e pesquisador especializado em saúde coletiva deu continuidade a um dos principais programas na área da saúde do governo Dilma, o Mais Médicos. Além disso, o paulista foi um dos principais defensores da volta da CPMF.

 Dilma também se reuniu hoje com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir o espaço do PMDB na Esplanada. Lula almoçou com Dilma.

 O encontro com Picciani teve também as presenças do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia) e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais).

 Além dos três nomes indicados pela bancada os peemedebistas também incluíram o nome de Celso Pansera (PMDB-RJ) para o segundo ministério.

 A reaproximação com o PMDB é considerada peça fundamental para a articulação política. Na semana passada, Lula esteve em Brasília e se reuniu com caciques da legenda, entre eles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 Para a segunda pasta que caberá à bancada de deputados, Picciani levou à presidente as indicações de Newton Cardoso Júnior (MG), Mauro Lopes (MG) e José Priante (PA). Como demonstração de que está disposto a entrar para a Esplanada, os deputados do PMDB fecharam questão ontem à noite pela manutenção dos vetos presidenciais. Foram votados e mantidos 26 dos 32. Ficará para outubro o veto ao reajuste de até 78% dos salários do Judiciário.

 Durante a reunião com o líder peemedebista, a presidente não cobrou explicitamente apoio ao pacote de ajuste fiscal, que chegou ontem ao Congresso, prevendo, entre outras medidas, a recriação da CPMF.

 Dilma adiou de hoje para amanhã a viagem aos Estados Unidos, onde se reunirá com o Papa Francisco e abrirá a Assembleia Geral da ONU para fechar a reforma. Segundo um auxiliar presidencial, ela deverá anunciar as mudanças amanhã à tarde, antes de embarcar para Nova York.

 TEMER EVITA APONTAR NOME S

 Depois de receber a lista de indicações do líder do PMDB, Dilma chamou Temer para opinar. No entanto, o vice evitou apontar nomes, mas disse a Dilma que ela deve atender a  bancada se isso for bom para ela e se trouxerem votos para o governo.

 Durante a reunião, a presidente disse que não gostaria de abrir mão do ministro da Aviação, Eliseu Padilha. Temer respondeu que não interferiria “de maneira alguma”, mas que ela ficasse à vontade de tomar qualquer decisão.

 A presidente também relatou a Temer que tentará remanejar Hélder Barbalho, atual ministro da Pesca, porque a pasta será extinta. O vice considerou que seria “ideal” para Dilma mantê-lo, já que seu pai, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) teve atuação crucial para reduzir o confronto do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o Planalto.

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