11/07/2016

07:07

Por: Alberto Silva

Urgente – CUNHA irá pra cadeia e já fala que se esposa ficar solta faz acordo de delação e entrega todo mundo !

A sucessão está pulverizada em várias candidaturas, evidenciando um racha na base de apoio de Temer.

A equipe do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirma que o peemedebista acredita que o Ministério Público Federal iria resistir a uma delação feita por ele.

No entanto, a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, destaca que a equipe de Cunha avalia que os procuradores podem aceitar um acordo em que ele ficasse preso, mas por menos tempo. Já a sua esposa, Claudia Cruz, e uma de suas filhas, teriam de ser poupadas.

A defesa de Claudia Cruz entregou nesta semana a defesa dela no processo em que é acusada de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A publicação ainda cita que os advogados devem argumentar que o controle das finanças do casal era de Eduardo Cunha e que Claudia nunca interferiu na vida parlamentar nem tinha conhecimento sobre eventuais acordos feitos por ele.

A publicação ainda cita que os advogados devem argumentar que o controle das finanças do casal era de Eduardo Cunha e que Claudia nunca interferiu na vida parlamentar nem tinha conhecimento sobre eventuais acordos feitos por ele.

Em um cenário ainda de muita incerteza, o Palácio do Planalto conseguiu neste domingo (10) fechar um acordo para que os deputados realizem às 19h desta quarta-feira (13) a eleição para a presidência da Câmara.

Os partidos do chamado “centrão” queriam eleger o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nesta terça-feira (12), mas esbarraram na resistência do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que havia marcado a sessão para dois dias depois.

Maranhão definiu a mudança com líderes da base aliada, que vinham pressionando para que ela fosse realizada antes da quinta (14). O receio do governo interino de Michel Temer era de que, por falta de quórum, a escolha ficasse para a volta do recesso branco, em agosto.

Antes de tomar a decisão, Maranhão conversou por telefone com Temer.

A nova data, que representa um meio-termo, complica ainda mais a situação de Cunha, que renunciou ao cargo na semana passada.

Aliado do peemedebista, o “centrão” (PP, PR, PTB, PSD, PRB e outras siglas menores) pretendia fazer a eleição coincidir com a sessão da Comissão de Constituição e Justiça desta terça que deve rejeitar o último recurso de Cunha para evitar a sua cassação.

O objetivo era derrubar a sessão da CCJ, já que as comissões não podem deliberar quando há votações no plenário principal da Casa.

Com a eleição acontecendo na quarta à noite, a CCJ terá dois dias livres para analisar o recurso de Cunha. A partir daí, o caso fica pronto para votação em plenário, possivelmente no início de agosto, após o recesso. Segundo Osmar Serraglio (PMDB-RJ), presidente da CCJ, o recurso em que Cunha tenta anular seu processo de cassação será votado nesta semana.

BASE RACHADA

A sucessão está pulverizada em várias candidaturas, evidenciando um racha na base de apoio de Temer.

De um lado, o “centrão” (217 deputados) e o PMDB (66) buscam uma unidade entre eles cada vez mais difícil.

Presidente da comissão do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, Rogério Rosso (PSD-DF) ainda é o favorito do grupo, mas outros pleiteiam a vaga, como o segundo-vice presidente da Casa, Giacobo (PR-PR) e o primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP). Além da chance de um nome do PMDB.

No outro flanco da base de Temer, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tenta se colocar como a opção aos apoiados por Cunha e costura acordo com PT (58 deputados) e demais partidos de esquerda. Promete a eles tratamento justo caso comande a gestão da Câmara. Antes aliado, ele rompeu com Cunha ao ser preterido como líder do governo na Casa.

 

Compartilhe:

Comentários

* O Pensa Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo dos comentários e se reserva o direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.

Mais Lidas

89