31/08/2016

19:04

Por: Alberto Silva

Temer envia resposta ao PT ” Aqui não tem golpe, vou deixar o cargo sob aplausos”

Presidente efetivado cobrou de sua equipe uma postura firme contra os ataques de aliados de Dilma e destacou políticas para recuperar a economia

O presidente efetivado, Michel Temer, declarou em sua primeira reunião ministerial nesta quarta-feira (31) – momentos após tomar posse como presidente da República no Senado –, que irá inaugurar uma “nova fase” no governo e que pretende deixar o Planalto “sob aplausos do povo brasileiro”.

“Evidentemente a interinidade sempre deixava uma certa preocupação de até onde podemos ir e até onde devemos ir. Inauguramos uma nova fase, uma fase com horizonte de 2 anos e 4 meses, que terão uma cobrança muito maior. Que façamos aquilo que temos alardeado, de colocar o Brasil nos trilhos”, afirmou o presidente efetivado.

O peemedebista ressaltou que sua tarefa no governo “não será fácil” e, dirigindo-se à sua equipe ministerial, cobrou “afinco” de seus chefes de Estado para recuperar a economia e a geração de empregos no País. “Queremos sair daqui com o aplauso do povo brasileiro”, disse.

Não é um partido que está no poder e despreza os demais. É o contrário. É um partido que preza pelos demais. Se dizia no passado que os partidos aliados não participavam da formação das políticas governamentais. Isso eu não quero que aconteça. Quero que haja uma conexão permanente entre o Executivo e o Legislativo

Em tom firme, Temer garantiu ainda que não aceitará a pecha de “golpista”, adjetivo que povoou os discursos dos apoiadores da agora ex-presidente Dilma Rousseff durante toda a discussão sobre o impeachment.

“Golpista é quem está contra a Constituição. Nós não estamos propondo a ruptura constitucional. Agora, nós não vamos levar ofensa para casa. Agora que as situações se definiram e é preciso firmeza. Tentaram dizer que aqui no Brasil houve golpe. Agora falou, nós respondemos. Se não, eles tentarão desvalorizar”, bradou Temer.

Temer, que permanecerá na na Presidência da República até o fim de 2018 devido ao afastamento definitivo de Dilma Rousseff, ressaltou a importância de realizar reformas para recuperar a economia do País e, em uma alfinetada clara ao governo de sua antecessora, defendeu o diálogo com o Poder Legislativo.

“Vamos reunir as bancadas uma a uma para que possamos sensibilizá-los sobre a reforma no teto de gastos e depois a da Previdência. Uma reforma sequencial seria a adequação da relação empregado-empregador”, disse o peemedebista.

“Não é um partido que está no poder e despreza os demais. É o contrário. É um partido que preza pelos demais. Se dizia no passado que os partidos aliados não participavam da formação das políticas governamentais. Isso eu não quero que aconteça. Quero que haja uma conexão permanente entre o Executivo e o Legislativo”, concluiu.

O peemedebista, que viaja ainda nesta noite para a China, onde participará da reunião do G-20 (grupo formado pelas 19 economias mais importantes, além da União Europeia), fez questão de ressaltar que “não está viajando a passeio”. “Estamos viajando para revelar aos olhos do mundo que nós temos estabilidade política e segurança jurídica”.

Além do pronunciamento feito durante a reunião com sua equipe, Temer também gravou na manhã desta quarta-feira uma mensagem à nação que deverá ser transmitida em cadeia de rádio e televisão ainda hoje.

 

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