27/04/2016

23:52

Por: Alberto Silva

Rio tem quase 50 mil casos de dengue; pico da transmissão passou

Por Estadão Conteúdo - Chieppe lembrou que os dois casos de mortes por chikungunya foram ocorrências isoladas. Um caso foi o de uma paciente que teve quadro de encefalite (infecção do cérebro provocada por vírus), um "quadro raríssimo"

Quase 50 mil pessoas tiveram dengue no Rio, este ano. Até 23 de abril, foram notificados 49.150 casos da doença e quatro mortes. No mesmo período de 2015, houve 28.606 registros. Apesar do número elevado de casos, o boletim da Secretaria de Estado de Saúde aponta que tem havido uma redução de novos registros da doença, desde a primeira semana de março. A média de novas notificações passou de 3.500 semanais para pouco mais de mil por semana.

Nesse período, também houve o registro de 37.392 casos de zika e de 2.050 casos de chikungunya. Destes, 887 confirmados. Duas pessoas morreram por complicações em decorrência da chikungunya. A transmissão de zika também caiu a partir do início de março, de cerca de 2.500 casos por semana para menos de 500.

“Pode-se dizer que houve o fim do pico de transmissão de dengue. Historicamente o auge da transmissão é no fim de março até a primeira quinzena de abril. Mas temos tido redução de novos casos desde março. Certamente não teremos novo pico da doença”, afirmou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.

Temos três vírus circulando e o mosquito se infecta mal por mais de um vírus. Chikungunya ainda circula em patamar baixo, mas zika e dengue vieram com muita intensidade. Essa competição pode ter contribuído para o declínio da transmissão

Essa redução de casos antes do tempo tem duas explicações, afirma Chieppe. A primeira é que houve melhor controle do mosquito. O índice de infestação caiu com as visitas domiciliares. A outra causa é a competição entre os vírus para infectar o Aedes aegypti. “Temos três vírus circulando e o mosquito se infecta mal por mais de um vírus. Chikungunya ainda circula em patamar baixo, mas zika e dengue vieram com muita intensidade. Essa competição pode ter contribuído para o declínio da transmissão”, afirmou.

Chieppe lembrou que os dois casos de mortes por chikungunya foram ocorrências isoladas. Um caso foi o de uma paciente que teve quadro de encefalite (infecção do cérebro provocada por vírus), um “quadro raríssimo”, nas palavras do subsecretário. A segunda vítima era um homem idoso, com outras enfermidades, e que teve uma “descompensação” por causa da chikungunya.

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