01/02/2016

12:14

Por: Alberto Silva

Redes sociais serão agora monitoradas para concessão de visto

Já há muito tempo havia a desconfiança de que as redes sociais vinham sendo consultadas pelos agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) para a concessão vistos para a entrada de estrangeiros nos Estados Unidos. Mas agora Jeh Johnson, secretário do DHS confirmou essa hipótese.

Segundo o secretário, redes sociais como Facebook, Tweeter, Whasapp, Instagran, etc estavam na mira e as consultas aconteciam de forma randomica, isto é, nem todos os pedidos de visto era obrigatório fazer essa consulta, mas ela acontecia de forma esporádica.

O pronunciamento de Jeh Johnson aconteceu pelo fato de seu departamento estar recebendo severas críticas depois do incidente ocorrido na cidade San Bernardino (CA) onde houve um grande saldo de mortos em um confronto de terroristas deixando 14 pessoas mortas e 21 feridas.

Uma das terroristas, Tashfeen Mali, entrou no país com o visto K-1 (visto de noivado). Mali já havia já postado em uma rede social sua simpatia pelo Jihad Islâmico. Segundo os críticos ao DHS essa permissão de entrada poderia ter tido outro desfecho se o trabalho de análise tivesse ocorrido de forma mais consistente.

As mudanças relacionadas à consulta das redes sociais afetarão desde intercambistas (pessoas que viajam para os Estados Unidos para estudar a língua), visto de estudantes, imigrantes em que estejam com processo de legalização e residência no país e turistas comuns que viajam para conhecer o país.

O secretário ainda alegou que as consultas às redes começaram no início de 2015 e que nunca houve impedimento de que essa medida fosse tomada. Muitos disseram que uma política que teria entrado em vigor em 2014 impedia que agentes fizessem uma consulta nas redes, pois isso seria uma espécie de invasão de privacidade. Mas segundo Johnson isso não é uma verdade.

Agora é importante frisar que essa iniciativa do governo americano vem a tona, principalmente para inibir a entrada de terroristas nos Estados Unidos. Não se trata de restringir o visto para quem precisa entrar no país para realizar atividades que ajudem a economia.

Fonte: http://www.braziliantribune.com

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