02/04/2016

13:44

Por: Alberto Silva

Queimando os arquivos, incêndio contabilista de Youssef, não foi o primeiro da Lava-Jato

A Operação Lava-Jato deve durar mais alguns bons meses, talvez ano, mas é preciso estar atento para os próximos episódios dignos de organizações mafiosas.

Tudo para acabar com as provas das centenas de crimes cometidos desde posse de LULA, são 13 anos de PT no poder com histórico do maior rombo jamais visto neste país. Desde que o gigantesco esquema de corrupção que culminou na Operação Lava-Jato começou a funcionar, incêndios aconteceram de forma estranha ao longo de uma década, até o que na madrugada desta sexta-feira (1º) destruiu o escritório da contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro e delator Alberto Youssef.

Muito antes de a Lava-Jato ser deflagrada, um imóvel localizado em Santa Catarina foi misteriosamente incendiado, como se fosse um recado ao responsável pelo mesmo. O local era utilizado pelo empresário Hermes Magnus, hoje asilado. Magnus e o editor do UCHO.INFO dissecaram o esquema de corrupção criado pelo finado deputado federal José Janene (PP-PR), de quem o empresário foi vítima, e levaram ao Ministério Público Federal, em São Paulo, a denúncia que serviu de ponto de partida para a operação policial que há mais de dois anos está em cartaz.

Na ocasião, o galpão incendiado guardava documentos do empresário, que até hoje não conseguiu elucidar o crime, principalmente porque as autoridades locais não mostraram interesse e boa vontade para desvendar o enigma.

Acontece que muitos dos envolvidos no Petrolão, o maior e mais acintoso esquema de corrupção da História, ainda não foram alcançados pela força-tarefa da Lava-jato, por isso trataram de sumir com provas e documentos que eram considerados como senha para uma temporada na carceragem curitibana da Polícia Federal. Há meses, a sede de uma empresa financeira envolvida no esquema criminoso, que trabalhou para alguns dos investigados na Lava-Jato, também foi misteriosamente consumida pelo fogo, sem que os imóveis vizinhos tivessem sido atingidos pelas chamas. Uma daquelas coincidências que não cabem nem mesmo em filmes hollywoodianos de ação.

É importante lembrar que durante a CPMI dos Correios, que investigou o escândalo que ficou nacionalmente como Mensalão do PT, que Marcos Túlio Prata, conhecido como Pratinha e ex-policial civil de Minas Gerais, foi flagrado por autoridades no momento em que tentava colocar fogo em documentos que poderiam comprometer o então publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, o caixa forte do Mensalão do PT. Pratinha, acusado de assassinato e tráfico de armas, é irmão do contador que prestava serviços às empresas de Valério.

O motivo da tentativa de atear fogo em documentos das agências de Marcos Valério, em especial nas notas fiscais, é que algumas campanhas publicitárias de ao menos duas companhias de telefonia celular foram superfaturadas para justificar o abastecimento da criminosa cornucópia que alimentou o primeiro grande escândalo da era Lula.

O controlador das empresas de telefonia celular não apenas aceitava o superfaturamento, mas se beneficiava do mesmo. A estratégia bandoleira foi adotada para que as empresas conseguissem justificar a sápida de dinheiro, o qual ia para alguns próceres petistas, os quais facilitaram a relação do tal empresário com fundos de pensão controlados pelos “companheiros”.

Agora chegou a vez do escritório da contabilista Meire Poza, que por meio de notas fiscais pouco ortodoxas esquentava o dinheiro das propinas pagas por Youssef no escopo do Petrolão. Em 2015, a Polícia Federal apreendeu no escritório de Poza um documento que é considerado a pedra angular da Operação Carbono 14. Trata-se de um contrato de empréstimo no valor de R$ 6 milhões entre o empresário Marcos Valério e uma empresa de Ronan Maria Pinto, empresário de Santo André, no Grande ABC, preso nesta sexta-feira.

A Operação Lava-Jato deve durar mais alguns bons meses, talvez ano, mas é preciso estar atento para os próximos episódios dignos de organizações mafiosas. Tudo o que de interessante havia no escritório de Meire Poza foi apreendido pela PF, sendo o incêndio desta madrugada um recado eivado de ódio e delinquência extrema.

(VIA AGÊNCIA) Por UCHO.INFO 

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