17/03/2016

11:17

Por: Alberto Silva

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pediu ao petista para deixar de ter “alma de pobre” ao comprar “sitiozinho vagabundo”.

**Lula, para de ser pobre, esse sitio de merda, tem que pegar coisa grande***

Em conversa por telefone com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pediu ao petista para deixar de ter “alma de pobre” ao comprar “sitiozinho vagabundo”.

“Agora, da próxima vez, o senhor me para com essa vida de pobre, com essa tua alma de pobre, comprando esses barcos de merda, sitiozinho vagabundo”, disse o prefeito no telefonema.

O áudio da conversa foi divulgado nesta quarta-feira (16) após o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, derrubar o sigilo do grampo do petista.

O ex-presidente riu do comentário do prefeito do Rio, que ligou em 7 de março ao para prestar solidariedade poucos dias após a 24ª fase da Operação Lava-Jato.

Paes continuou: “Eu, todo mundo fala aqui no meio, eu falo o seguinte: imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele, não é em Petrópolis, não é em Itaipava, é como se fosse em Maricá”.

O ex-presidente disse que o prefeito do Rio seria “abençoado por Deus” por causa das Olimpíadas. O prefeito respondeu em tom de brincadeira:

“Presidente, se tiver Olimpíadas com Vossa Excelência e com Sérgio Cabral é uma coisa. Segurar com aquele bom humor da Dilma e do Pezão, sabe”, disse Paes.

Paes se diz ainda um “soldado” de Lula e conta que, por causa das investigações, está com medo de receber representantes de empreiteiras que atuam em obras no Rio.

O prefeito e o ex-presidente, no diálogo, criticam os investigadores. “Eles se sentem enviados de Deus”, diz Lula. “Mas eles são todos crentes. Os caras do Ministério Público são crentes, né.”

Lula diz que criou “instituições sérias” e que acha que precisa “colocá-los” no seu devido lugar. “Mas tem que ter limites, tem que ter regras.”

CONVERSA INFORMAL

Procurado, o prefeito disse que a autorização para quebra de sigilo seria algo normal e que, no telefonema, estava em conversa informal com o presidente, com quem sempre teve uma “relação carinhosa”.

“Liguei para ele uns dias depois da condução coercitiva, era uma pessoa que foi muito correta comigo, ajudou muito ao Rio, liguei para prestar solidariedade. Foi uma conversa absolutamente jocosa, brinco com o mau humor da Dilma e do Pezão e com essa história da origem humilde dele.”

O prefeito do Rio não quis se manifestar sobre o futuro do governo Dilma, do ex-presidente Lula e sobre a posição que o PMDB fluminense adotará em relação ao governo federal.

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