20/09/2016

09:47

Por: Alberto Silva

Possível acerto de contas em massacre de família brasileira na Espanha

As autoridades espanholas investigavam nesta segunda-feira (19) o caso do casal brasileiro e de seus dois filhos, de 1 e 4 anos, encontrados esquartejados no domingo (18) em uma casa na localidade de Pioz, província de Guadalajara, a 60 km de Madri.

Uma fonte da Guarda Civil disse à AFP que a família estava há um ano na Espanha, aproximadamente. Eles estiveram primeiro na Galícia; depois, em Torrejón de Ardoz; e, por último, em Pioz, sem que saiba até agora o motivo de terem entrado no país.

Uma das hipóteses é que eles estivessem fugindo, acrescentou a mesma fonte.

A Guarda Civil foi alertada no domingo por um vizinho que reclamou do mau cheiro que saía da casa, situada em uma área residencial nos arredores desse povoado de menos de 4.000 habitantes. Para essa corporação, há elementos intrigantes no crime que devem ser investigados.

Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa e consideram que os corpos estivessem há um mês no local.

“A casa não estava arrombada, nenhuma janela, porta, nem nada”, disse o porta-voz da Guarda Civil à AFP.

“A investigação está sob segredo de Justiça e ainda não esclarecemos as causas. Parece que foi feito por profissionais”, acrescentou o porta-voz.

As autoridades apontam também que poderia se tratar de um ajuste de contas.

“Tudo indica que isso ocorreu, devido a um acerto de contas”, assinalou à imprensa José Julián Gregorio, delegado do governo em Castilla-La Mancha, região de Pioz.

Segundo a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram encontrados em sacolas plásticas fechadas com fita adesiva.

A Guarda Civil foi alertada no domingo por um vizinho que reclamou do mau cheiro que saía da casa, situada em uma área residencial nos arredores desse povoado de menos de 4.000 habitantes. Para essa corporação, há elementos intrigantes no crime que devem ser investigados.

“O que está claro é que a forma como os corpos apareceram indica uma intenção de não deixar pistas e se desfazer (deles)”, apontou tenente-coronel e investigador da Guarda Civil, Jesús García.

“Dá a impressão de que isso acontece em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres tenham aparecido lá” dentro da casa, acrescentou.

Vários vizinhos entrevistados na televisão indicaram que a família alugava a casa e que ninguém foi visto na rua desde que eles se mudaram, no final de julho.

A casa, que tem uma piscina, e foi isolada pela Polícia, encontra-se em uma área vigiada 24 horas por dia.

De acordo com a vice-prefeita de Pioz, Sandra Marín, o povo está “muito consternado” com o ocorrido, e o clima é “desolador”.

A Prefeitura decretou dois dias de luto e, na terça-feira (20), será feito um minuto de silêncio ao meio-dia.

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