25/04/2016

18:33

Por: Alberto Silva

Petistas Ságuas Moraes, Benedita da Silva, Jean Wyllys (PSOL-RJ) pedem ajuda para guerra a países vizinhos

Parece que nem no Mercosul o Brasil tem mais voz - Parlamentares brasileiros foram posicionados nas últimas cadeiras no evento, o que foi interpretado como uma ação deliberada do presidente do Parlasul para constrangê-los

Os puxa saco de Dilma já tinha tudo premeditado, ir a reunião PARLASUL e pedir uma ajuda de guerra em apoio ao “golpe” aplicado em Dilma. Tudo por água abaixo, os puxa saco tiveram seus lugares ignorados. Quatorze delegações não ousaram em defender os comunistas brasileiros ali presente. A cerimônia de comemoração aos 25 anos do Mercosul começou nesta segunda-feira com um mal-estar entre a delegação brasileira e o presidente do Parlasul, o argentino Jorge Taiana. Compondo uma delegação de catorze representantes ao evento, realizado no Uruguai, os parlamentares brasileiros foram posicionados nas últimas cadeiras, atrás mesmo dos assessores técnicos das demais delegações. O isolamento provocou desconforto no grupo, acostumado a figurar entre as primeiras fileiras, e provocou imediata reação: a saída em debandada da cerimônia, ficando apenas os deputados petistas Ságuas Moraes (MT) e Benedita da Silva (RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).

O lugar reservado à delegação foi visto como uma retaliação por parte do presidente do Parlasul, que nos últimos dias classificou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff como um “golpe parlamentar”, comparando-o à destituição de Fernando Lugo, ex-presidente do Paraguai, e ainda afirmou que a ação é um esforço da direita para desestabilizar o governo e evitar o retorno de Lula à Presidência em 2018. Taiana foi ministro de Relações Exteriores no governo Kirchner entre 2005 e 2010.

“Não cabe a ele fazer esse tipo de julgamento, a não ser que tivesse sido produto de algum debate”, afirmou ao site de VEJA o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos que deixaram a cerimônia. “O presidente do Parlasul se rebaixou a um militante do PT. Ele deveria honrar o cargo e não se intrometer nas decisões das nossas instituições”, disse o deputado Marcelo Aro (PHS-MG). “A localização da nossa delegação tem uma simbologia muito grande. Ele quis dar um recado muito claro de retaliação ao processo de impeachment, e ele não tem o direito de nos retaliar”, continuou o congressista.

O lugar reservado à delegação foi visto como uma retaliação por parte do presidente do Parlasul, que nos últimos dias classificou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff como um "golpe parlamentar",

Conforme os relatos, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da delegação, concordou com a retirada do grupo. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ainda tentou contornar o mal-estar diplomático e pediu o retorno do grupo à cerimônia, mas não foi atendido.

Os parlamentares estudam a elaboração de uma nota de repúdio ao presidente do Parlasul Jorge Taiana. O evento no Uruguai termina nesta terça-feira após a reunião de sessões plenárias. “Nós vamos reagir”, promete o presidente do PTB, Benito Gama (BA).

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