27/06/2016

15:59

Por: Alberto Silva

Padre Fábio de Melo responsabiliza mulheres por agressões domésticas

O padre exemplificou seu ponto de vista citando a violência doméstica. Ele insinua que a mulher tem o poder de determinar se continuará sendo agredida ou não.

Popular nas redes sociais, o Padre Fabio de Melo se viu no meio de uma polêmica nesta segunda-feira (27). O religioso está sendo acusado de machismo depois que um trecho de uma pregação feita em 2007 foi divulgado no Twitter. Na mensagem, o religioso afirma que “o agressor só se torna agressor porque a vítima o autoriza”.

Segundo o jornal ‘Extra’, o vídeo que circula nas redes é um trecho da pregação “Amar-se para amar”, e no sermão, ele fala sobre amor próprio e sugere que as pessoas são responsáveis pela forma como são tratadas. “É o caráter que está exposto no seu rosto que vai dizer ao outro o que ele pode fazer com você ou não”.

“Não não saímos por aí com as plaquinhas: ‘não abuse de mim’, ‘me respeite’. Porque essa placa não está escrita em palavras, ela está escrita nos seus olhos. É você com seu jeito de olhar, com seu jeito de ser gente. É o caráter que está exposto no seu rosto que vai dizer ao outro o que ele pode fazer com você ou não. Nós, no momento em que nos construímos como pessoas é que sinalizamos nosso território. Caso contrário, as pessoas virão, acharão que nós podemos tudo e farão tudo que quiserem conosco mesmo”, diz em um trecho.

"Não não saímos por aí com as plaquinhas: 'não abuse de mim', 'me respeite'. Porque essa placa não está escrita em palavras, ela está escrita nos seus olhos. É você com seu jeito de olhar, com seu jeito de ser gente. É o caráter que está exposto no seu rosto que vai dizer ao outro o que ele pode fazer com você ou não".

O padre exemplificou seu ponto de vista citando a violência doméstica. Ele insinua que a mulher tem o poder de determinar se continuará sendo agredida ou não.

“Eu sempre digo, as mulheres que são agredidas fisicamente pelos seus maridos, no dia em que ela recebe a primeira agressão, ela que vai determinar para ele se ele vai ter o direito de agredi-lo a vida inteira ou não. É o jeito como ela olha pra ele. Não é nenhuma palavra, nenhum grito que vai dizer ‘não me bata’, mas é o sei jeito de ser mulher. O agressor só se torna agressor porque a vítima o autoriza”.

(Via Agencia)

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