10/04/2016

19:35

Por: Alberto Silva

O político ladrão, procurado pela policia internacional poderá votar a favor de Dilma e frear o Impeachment, entenda …

Veterano, ladrão, malandro e político diz que deve votar a favor do impedimento de Dilma Rousseff.

Vagabundo, ladrão, safado e procurado pela policia internacional pode mais uma vez marcar seu nome na história da política brasileira. O Palácio do Planalto mira na conquista do voto do deputado Paulo Maluf (PP-SP) para tentar barrar o processo de impeachment, que segue movimentando a Câmara dos Deputados através de sua Comissão Especial. Na próxima segunda-feira, 11, o relatório favorável ao impedimento de Dilma Rousseff será votado pelo colegiado. Até lá, o primeiro escalão do governo Dilma tentará convencer Maluf de votar contra o parecer.

Para formar maioria e dar continuidade ao processo de impeachment, que, em sendo aprovado, vai para o Senado Federal, os deputados precisam somar 34 votos dos 65 votantes. Nos últimos dias, Maluf demonstrou estar bastante em dúvida com relação ao seu posicionamento. Ele saiu de uma posição contrária, passou a se mostrar neutro e, no momento, se diz favorável ao impedimento.

O PP negocia a sua permanência na base aliada de Dilma Rousseff e portanto está dividido com relação à votação. Prova disso é que nenhum deputado vinculado ao partido falou durante a longa sessão na Comissão Especial, que recebeu nos últimos dias as defesas e críticas dos parlamentares inscritos sobre o impeachment. Na última quarta-feira, o deputado relator da comissão, Jovair Arantes (PTB-GO), apresentou o seu relatório favorável à continuidade do impeachment.

O que esperar de um político ladrão, malandro, desonesto, procurado pela polícia internacional?

Mas o governo não pretende ceder a derrota tão facilmente. Dilma Rousseff, em pronunciamento nesta sexta-feira durante evento de inauguração do Estádio Aquático Olímpico do Rio de Janeiro, um dos palcos das Olimpíadas de 2016, voltou a se defender e criticou aquilo que chamou de clima de “quanto pior, melhor”, que, segundo ela, norteia o pensamento de “alguns”. Além disso, o ex-ministro da Justiça e atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fará uma nova defesa oral da presidente em sessão na segunda-feira.

Maluf critica o próprio partido

Em polêmica entrevista concedida à BBC Brasil, o experiente político e atual deputado federal Paulo Maluf criticou duramente a posição do seu próprio partido, o PP, na votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na próxima segunda, 11, os parlamentares votarão o processo, que, se aprovado, segue para o Senado. Para Maluf, Dilma é “decente e honesta”, mas, ainda assim, diz que votará pelo afastamento dela.

“Eu tenho profundo respeito e admiração pela Dilma enquanto pessoa física. Pelas informações que eu tenho, seja de ordem política ou mesmo econômica, entendo que ela é uma mulher bastante correta e honesta. Sobre essa análise que faço, ela deveria sim ser inocentada”, pondera Maluf, antes de justificar seu voto:

“Só que nesse processo de negociação de votos da Comissão Especial, o presidente do meu partido (Ciro Nogueira, senador do PP pelo Piauí”) agiu de maneira espúria. Ele agiu sozinho e não consultou ninguém. Ele é senador, não vota na Câmara! Negociação de partido tem que ser feita pela bancada, ou diretório, jamais apenas pelo presidente. E como ele agiu sozinho, só tem uma forma de eu provar que não participei disso: votando a favor do impeachment”, explica Maluf.

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