09/05/2016

16:40

Por: Alberto Silva

O poder pelo poder, Presidente da câmara estava com Cardozo antes de anular Impeachment, ‘Mala preta’ andou por ai

Dino é um dos principais porta-vozes do movimento de governadores contra o impeachment e foi o responsável por virar o voto de Maranhão de a favor para contra o afastamento na véspera da votação na Câmara.

O PT e sua trupe é capaz de tudo até fazer “O diabo” pra tudo acontecer. Uma garnde quantidade de dinheiro pode ter comprado MARANHÃO. O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), esteve com “emissários” do Palácio do Planalto e com o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, na véspera de decidir anular as sessões que aprovaram o impeachment de Dilma Rousseff na Casa. O AGU é autor do pedido que deu base para a decisão do pepista e que criou uma reviravolta no processo de afastamento de Dilma.

A informação foi confirmada à Folha por três fontes da Câmara e uma do governo. O encontro com Cardozo ocorreu na noite deste domingo (8) após Maranhão retornar a Brasília na companhia do governador de seu Estado, Flávio Dino (PCdoB – MA).

Dino é um dos principais porta-vozes do movimento de governadores contra o impeachment e foi o responsável por virar o voto de Maranhão de a favor para contra o afastamento na véspera da votação na Câmara.

A informação foi confirmada à Folha por três fontes da Câmara e uma do governo. O encontro com Cardozo ocorreu na noite deste domingo (8) após Maranhão retornar a Brasília na companhia do governador de seu Estado, Flávio Dino (PCdoB - MA).

Segundo um interlocutor de Maranhão, “desde a manhã de quinta-feira” (5), quando tomou posse interina na presidência da Câmara, Maranhão tem estudado a hipótese da anulação do impeachment e conversou “diversas vezes” com Cardozo.

Além das razões objetivas apontadas em nota à imprensa divulgada no início da tarde desta segunda-feira (9), também pesaram na decisão de Waldir Maranhão questões regionais. Após ter votado contra o impeachment de Dilma, no dia 17 de abril, Maranhão sofreu forte retaliação do presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), favorável ao afastamento da presidente.

No dia seguinte à votação, Nogueira determinou uma intervenção no diretório estadual do PP maranhense, até então presidido por Maranhão. Diversos apoiadores do presidente interino da Câmara na sigla estadual tiveram sua funções alteradas no diretório, perdendo prestígio e poder.

Nos últimos anos Maranhão também se tornou adversário político do grupo político do ex-presidente José Sarney, cujo partido, o PMDB, apoia o impeachment e a posterior posse do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP).

A Folha procurou a assessoria de Cardozo, que não respondeu o questionamento até a publicação desta reportagem.

A reportagem também apurou que Maranhão não pediu o auxílio de técnicos da Câmara para elaborar seu parecer, o que reforça a tese de que ele discutiu o assunto com o AGU.

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