10/04/2016

21:52

Por: Alberto Silva

MST foi as ruas ontem 09, e prometeu guerra civil se Dilma cair, atenção exército, cade vocês?

Nesta sexta, em entrevista à imprensa, a Polícia Civil divulgou trecho de depoimento de um dos seis sem-terra feridos na ação. Ele afirmou que as mortes ocorreram depois que um sem-terra deu um tiro, para cima, e um policial revidou.

Caixões e bandeiras do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) deram o tom do protesto realizado na manhã deste sábado (9) contra a morte de dois sem-terra em confronto com a Polícia Militar, em Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, na quinta (7). Os lideres do MST gritavam palavras de ordens, onde, uma delas é que: “se Dilma cair iremos para uma guerra civil”. João Pedro Stedile já deixou seus recados nas redes sociais em vídeos que, eles estão preparados em mais de 2 mil cidades, prontos para atacar.

Cerca de 1.500 pessoas, segundo a PM, participaram do ato organizado pelo MST, que terminou sem incidentes. O movimento calcula 8.500 manifestantes.

Em frente aos manifestantes, 23 caixões lembravam as duas vítimas do confronto recente, os 19 sem-terra mortos em Eldorado dos Carajás, no Pará, em abril de 1996, e outras duas vítimas de conflito agrário também em Quedas do Iguaçu, em 1998.

Quantos exércitos existem no Brasil? Um já temos a certeza, o do MST, agora temos que contar com a sorte de ter ao nosso lado os homens dos botões dourados

Na plateia, havia bandeiras e cartazes do MST e de movimentos indígenas, além de faixas com a mensagem: “PM assassina”.

GLEISI CULPA RICHA

Em discurso na cidade, a senadora Gleise Hoffman (PT-PR) responsabilizou o governador Beto Richa (PSDB) pela morte dos sem-terra, argumentando que ele é quem comanda a PM paranaense.

Gleisi pediu ao público que não generalize a crítica à PM, que, segundo ela, obedece o comando do governador Beto Richa e do chefe da Casa Civil Valdir Rossoni, que era deputado federal pelo PSDB e se licenciou para assumir o cargo.

São eles, disse a senadora, os dois responsáveis pela morte dos sem-terra. Gleisi também aproveitou para defender a presidente Dilma Rousseff, protestando contra o impeachment em seu discurso.

LAVA JATO

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do governador Beto Richa disse que “antes de atacar as pessoas com mentiras, a senadora tem que explicar as graves denúncias da Lava Jato envolvendo seu nome”.

Houve protestos também em outros pontos do Paraná. Pela manhã, um grupo sem terra fechou a BR-277, em Santa Terezinha do Itaipu, e o trevo de acesso aos municípios de Porecatu, Centenário do Sul e Florestópolis, no norte do Paraná.

A manifestação também se tornou um ato de apoio a Dilma, com gritos de “Não vai ter golpe!”

Além de Gleisi, estavam presentes deputados estaduais do Rio Grande do Sul, Bahia e Sergipe e líderes gaúchos e catarinenses do MST.

DOIS MORTOS

Morreram na quinta-feira os sem-terra Vilmar Bordin, 44, e Leomar Bhorback, 25. A Secretaria de Estado da Segurança Pública diz que os seis policiais que estavam no local foram vítimas de uma emboscada, mesmo argumento usado pelos sem-terra. Nenhum PM foi baleado.

Nesta sexta, em entrevista à imprensa, a Polícia Civil divulgou trecho de depoimento de um dos seis sem-terra feridos na ação. Ele afirmou que as mortes ocorreram depois que um sem-terra deu um tiro, para cima, e um policial revidou.

VERSÃO DA PM

Pela versão da PM apresentada nesta sexta, seis policiais foram à fazenda, onde funciona a empresa Araupel, para verificar a extensão dos danos de um incêndio. Estavam acompanhados de funcionários da empresa.

Ainda segundo a PM, o grupo foi abordado por sem-terra em uma moto. Na sequência, apareceram mais motos, uma caminhonete S-10 e um ônibus, houve o disparo e os policiais reagiram. A PM não confirmou se havia marcas de tiros nos pneus ou na lataria dos carros policiais.

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