13/05/2016

14:16

Por: Alberto Silva

Missão do ministro da justiça “Pit Bull” acabar com Lava-Jato e Sérgio Moro, entenda…

Dali até a posse como secretário de Segurança Pública em 2015, novamente em uma gestão Alckmin, Moraes advogou. Mantém um escritório em um edifício no Itaim-Bibi (zona sul paulistana).

O novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, deixou a carreira de promotor no Ministério Público de São Paulo em 2002, quando foi convidado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para assumir seu primeiro cargo no Executivo, à frente da Secretaria de Justiça. Ele terá uma grande missão nesse governo, acabar de vez com ações de Sérgio Moro e por um fim na operação Lava-Jato.

Em 2005, como presidente da antiga Febem (atual Fundação Casa), fez uma gestão tumultuada que deixou um passivo trabalhista milionário. Moraes demitiu boa parte dos servidores, que ingressaram na Justiça e acabaram reintegrados ou indenizados.

Na Prefeitura de São Paulo, era chamado de “supersecretário” na gestão de Gilberto Kassab (hoje no PSD). Acumulou as pastas de Transportes e de Serviços e era cotado para suceder o prefeito, até que romperam, em 2010.

Manteve-se próximo dos coronéis da PM até recentemente, quando, como chefe da Segurança, passou a enfrentar críticas por ser considerado muito "personalista" e "centralizador", além de fazer discursos muito contundentes, —recentemente, chamou protestos contra o impeachment de "guerrilha".

O racha fez Kassab rever, na ocasião, os principais projetos de Moraes. Os dois, que agora serão vizinhos na Esplanada, jamais reataram.

Dali até a posse como secretário de Segurança Pública em 2015, novamente em uma gestão Alckmin, Moraes advogou. Mantém um escritório em um edifício no Itaim-Bibi (zona sul paulistana).

Entre os clientes, uma cooperativa de perueiros que o contratou logo após sua saída da Secretaria Municipal de Transportes. Foi advogado de Eduardo Cunha (PMDB) em uma ação no STF. E defendeu interesses salarias de oficiais da Polícia Militar de São Paulo –pouco antes de assumir a Segurança Pública.

Manteve-se próximo dos coronéis da PM até recentemente, quando, como chefe da Segurança, passou a enfrentar críticas por ser considerado muito “personalista” e “centralizador”, além de fazer discursos muito contundentes, —recentemente, chamou protestos contra o impeachment de “guerrilha”.

Como autor, é bastante citado. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, embasou a decisão que barrou a posse do ex-presidente Lula na Casa Civil com excertos de obras de Moraes. Para interlocutores, a meta dele é o STF.

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