10/12/2015

18:15

Por: Alberto Silva

MINISTROS DA 5ª TURMA DO STJ SÃO MINISTROS DO BRASIL OU DA ODEBRECHT?

Está na mesa dos Ministros da 5ª Turma do STJ o pedido de Habeas Corpus ajuizado em favor de Marcelo Bahia Odebrecht. O Ministro Ribeiro Dantas, afiliado político de Renan Calheiros já proferiu seu voto: Votou contra o Brasil e a favor dos bandidos que pilharam a nação em bilhões de dólares.

Mas o assunto não está esgotado: Ao menos os Ministros Felix Fischer e Jorge Mussi são contrários a concessão da ordem. Se desconhece a posição dos Ministros Gurgel de Faria e Reynaldo Soares.

O Cristalvox foi buscar em seus arquivos o seguinte texto:

Um texto publicado no site oficial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) diz que o nível de corrupção revelado na operação Lava Jato “chocou” os ministros do STJ.

Segundo a publicação, ao julgar um habeas corpus de um executivo envolvido no caso, os ministros da Quinta Turma se supreenderam com o fato de que personagens secundários das investigações estão fazendo acordo para devolver “quantias de dinheiro que ultrapassam a casa da centena de milhões de dólares”.

No texto, o ministro e ex-presidente do tribunal Felix Fischer cita a corrupção no Brasil como uma das maiores vergonhas da humanidade. “Acho que nenhum outro país viveu tamanha roubalheira. Pelo valor das devoluções algo gravíssimo aconteceu”, disse.

O presidente do colegiado, ministro Jorge Mussi, reproduziu a frase do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para compara a operação Lava Jato com o escândalo do mensalão. O ministro havia dito que “levando-se em consideração o volume de recursos  envolvidos na Lava Jato, o mensalão deveria ter sido julgado no juizado de pequenas causas”.

Já o desembargador convocado “questionou incrédulo” e classificou os envolvidos no escândalo como “bandidos”: “O que é isso? Em que país vivemos? Os bandidos perderam a noção das coisas. Como podem se apropriar desse montante?”, disse na publicação do site do STJ.

Segundo as investigações da Lava Jato, executivos de um grupo de empreiteiras combinavam quais as empresas participariam das licitações e concorriam com os preços máximos permitidos. Em troca da garantia do contrato, os executivos pagavam propina a diretores da Petrobras e a agentes políticos.

O ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef fizeram um acordo de delação premiada, em que se comprometeram em detalhar o esquema e devolver o dinheiro desviado em troca da redaução da pena, caso sejam condenados.

De acordo com os procuradores do Ministério Público Federal que integram a equipe de investigações, Costa tem 27 milhões de dólares depositados em cinco contas na Suíça. Youssef também assumiu ter 5 milhões de dólares no paraíso fiscal.

Existe ainda a possibilidade de outros investigados também terem movimentado milhões fora do Brasil. Entre eles o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o lobista Fernando Baiano. Os dois estão presos desde o dia 14 de novembro, quando foi deflagrada a sétima fase da Lava Jato.

Também estão detidos na carceragem da Polícia Federal no Paraná executivos de empresas que têm contrato com a estatal.

(Via Cristal Vox)

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