09/11/2015

17:11

Por: Alberto Silva

Manifestantes tentam evitar acesso de caminhões ao Porto de Rio Grande

A passagem de caminhões na BR-392, em Pelotas, está bloqueada desde as primeiras horas da manhã na zona sul do Estado. Motoristas que aderiram à paralisação nacional impedem a passagem de veículos de carga no km 66 da rodovia com o objetivo de evitar o acesso ao Porto de Rio Grande.

São pelo menos 75 caminhões estacionados no pátio do Posto Coqueiros. Veículos de carga que tentam passar pela região são orientados a parar pelos manifestantes.

— Está difícil trabalhar. Ninguém faz nada pela gente — reclama o caminhoneiro autônomo Paulo Ricardo Furtado, 40 anos.

Ele saiu de Caxias do Sul no domingo com uma carga de móveis que tem como destino a Venezuela. Tentou chegar ao Porto de Rio Grande, mas parou no bloqueio em Pelotas e se juntou à mobilização dos colegas.

Os caminhoneiros reclamam que o aumento de custos com pedágio, diesel e manutenção do veículo encolheu a porcentagem restante do valor do frete. Sobraria 65% do total aos motoristas há seis anos — hoje, só resta 18%.

— Um frete entre Rio Grande e Pelotas custa R$ 500. Desse valor, R$ 80 vai para pedágios e R$ 250 para óleo diesel. Sobra R$ 170, sem contar a manutenção — exemplificou um caminhoneiro que não quis se identificar.

Veículos que transportam carga viva e medicamentos têm a circulação liberada em Pelotas. Por volta das 11h, um caminhoneiro que saiu de Caxias do Sul e iria para Rio Grande carregar contêineres foi abordado por manifestantes que invadiram a rodovia. Faltando 75 quilômetros para concluir a viagem, teve de parar.

— Eu estou trabalhando, cumprindo com a minha obrigação. Aí, tem um protesto. Automaticamente, eu tenho que parar — disse aos manifestantes, de quem ouviu palmas.

Há relatos, porém, de caminhoneiros que interromperam a viagem por receio de apedrejamentos — como ocorrido nesta madrugada, em Camaquã. Não há previsão de liberação da passagem de veículos de carga na BR-392.

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