30/05/2016

15:19

Por: Alberto Silva

Laudo sobre estupro deve mudar rumo das investigações no Rio de Janeiro

A história sobre o estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro mobilizou o aparato do Estado, mas um laudo pericial pode mostrar o outro lado de uma versão que ainda não foi analisada.

Uma informação que pode mudar os rumos da investigação sobre o suposto caso de estupro coletivo, ocorrido no Rio de Janeiro. O laudo da perícia diz que a demora da jovem em acionar a polícia e em fazer o exame foi determinante para que não fossem encontrados indícios de violência.

Além do resultado do exame de corpo de delito, a polícia também fez uma perícia no vídeo que foi divulgado nas redes sociais. O Chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, disse que a perícia feita no vídeo traz respostas que podem contrariar o senso comum que vem sendo formado pelas pessoas sobre esse caso.

Nem na perícia feita na casa, como no vídeo e no exame de corpo de delito, feito na jovem de 16 anos, não foram constatados nenhum sinal de violência física ou tortura. Contatou-se apenas que a jovem participou de intensas relações sexuais, recentemente. Se foi consensual ou estupro, isso continuará sendo investigado.

Uma informação que pode mudar os rumos da investigação sobre o suposto caso de estupro coletivo, ocorrido no Rio de Janeiro.

Por enquanto a jovem esta sendo tratada como vítima.

O delegado que cuida do caso é enfático: “Não há vestígios de sangue nenhum que se possa perceber pelas imagens que foram registradas. Eles [os peritos] já estão antecipando, alinhando algumas conclusões quanto ao emprego de violência, quanto à coleta de espermatozoides, quanto às práticas sexuais que possam ter sido praticadas com ela ou não. Então, o laudo vai trazer algumas respostas que, de certa  forma, vão contrariar o senso comum que vem sendo formado por pessoas que sequer assistiram ao vídeo”, concluiu Veloso.

A menor de 16 anos de idade que teria sido vítima de um estupro coletivo em uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro entrou no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de Morte (PPCAM), executado pela Secretaria de Direitos Humanos do Estado do RJ. A adolescente já saiu de casa e está em umlocal que não foi divulgado, como informou a Globo News.

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