09/08/2016

12:22

Por: Alberto Silva

Inicia a penúltima votação que deverá cassar a Presidente Dilma Rousseff, entenda aqui…

Ademais, os próprios senadores Vanessa e Randolfe foram peremptoriamente contrários à inclusão de outras dezenas de acusações graves contra a presidente Dilma Rousseff no escopo do atual processo de Impeachment, resumindo-o aos decretos de suplementação orçamentária ilegais e às chamadas "pedaladas fiscais".

A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, quer interromper o julgamento do ‪#‎impeachment‬ de Dilma Rousseff para que seja incluída nos autos processuais a recente declaração do pré-candidato derrotado à Presidência dos Estados Unidos, Bernie Sanders, que veio ao Brasil falar num suposto “Golpe de Estado” em curso no Senado Federal, ainda que não soubesse sequer que a capital do país é Brasília e não o Rio de Janeiro.

Algo semelhante fez o senador Randolfe Rodrigues, do Rede Solidariedade do Amapá, que pleiteou interrupção do processo de Impeachment para que seja incluída nos autos a matéria de Revista Vejasobre uma possível delação de Marcelo Odebrecht quanto a ter repassado R$ 10 milhões, em espécie, ao vice-presidente da República, Michel Temer, em reunião no Palácio do Jaburu.

Noutras palavras, por tratar-se de uma suposta delação — reitero: não se sabe sequer se essa delação está sendo negociada, de fato —, ela deveria ser, em primeiro lugar, acatada pelo juiz Sérgio Moro, na JFPR – Justiça Federal no Paraná, depois homologada pelo ministro-relator Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, para então ser um fato jurídico disponível à inclusão em autos processuais. Ainda assim, se em algum momento estiver confirmada e homologada uma delação de Marcelo Odebrecht nesse sentido, a obrigação do Congresso Nacional será instaurar um processo de Impeachment contra Michel Temer e não interromper ou cancelar o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, neste momento julgada por crimes outros.

Noutras palavras, por tratar-se de uma suposta delação — reitero: não se sabe sequer se essa delação está sendo negociada, de fato —, ela deveria ser, em primeiro lugar, acatada pelo juiz Sérgio Moro, na JFPR - Justiça Federal no Paraná, depois homologada pelo ministro-relator Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, para então ser um fato jurídico disponível à inclusão em autos processuais. Ainda assim, se em algum momento estiver confirmada e homologada uma delação de Marcelo Odebrecht nesse sentido, a obrigação do Congresso Nacional será instaurar um processo de Impeachment contra Michel Temer e não interromper ou cancelar o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, neste momento julgada por crimes outros.

Ou será que estamos regredindo aos tempos de Luiz Inácio da Silva — vulgo “Lula” —, que tentou colar a máxima de que, no Brasil que ele conhece, todo mundo rouba, “sempre foi assim”, e, portanto, ninguém poderia ser considerado ladrão?

Ademais, os próprios senadores Vanessa e Randolfe foram peremptoriamente contrários à inclusão de outras dezenas de acusações graves contra a presidente Dilma Rousseff no escopo do atual processo de Impeachment, resumindo-o aos decretos de suplementação orçamentária ilegais e às chamadas “pedaladas fiscais”.

Os partidos de Esquerda no Brasil deveriam estar bastante atentos a esse tipo de movimento de seus representantes no Parlamento. Não bastasse a responsabilidade máxima do PT na roubalheira institucionalizada que destruiu os projetos dessa Esquerda, são bizarrices de tal envergadura que mergulham no mar da humilhação tantas pessoas sérias e dignas que integram a vida pública brasileira na defesa de seus ideais e que, hoje, correm o risco de amargar um enorme rechaço da expressiva maioria da população.

Sou amplamente favorável ao amplo direito de defesa, à exposição do contraditório e até ao jocoso “Jus esperneandi”, ainda que tudo isso tenha mero efeito procrastinatório. No entanto, o que se vê nos supramencionados casos é um verdadeiro insulto à inteligência do Povo Brasileiro e, sobretudo, à Constituição da República Federativa do Brasil.

P.S.: Nem foi preciso citar os senadores petistas Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Fátima Bezerra, que tão certos do lodaçal onde estão com os pés enterrados, não vão tentar uma nova vaga no Senado Federal. Serão candidatos à Câmara dos Deputados, porque são necessários menos votos.

Que triste fim, hein?! ‪#‎PobreBrasil‬… ????

Helder Caldeira.©

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