06/06/2016

16:12

Por: Alberto Silva

Hélio Garcia, ex-governador de Minas Gerais, morre em Belo Horizonte

Ele foi internado com pneumonia e morreu de insuficiência respiratória. Natural de Santo Antônio do Amparo, político tinha 85 anos.

O ex-governador de Minas Gerais Hélio de Carvalho Garcia (1931 – 2016), 85 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (6), em Belo Horizonte. Segundo o Hospital Unimed, ele deu entrada no dia 28 de maio com quadro de pneumonia grave e faleceu em decorrência de insuficiência respiratória. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, decretou luto oficial de três dias no estado.

Natural de Santo Antônio do Amparo, no Centro-Oeste do estado, formou-se bacharel em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e começou a vida política em 1963 como deputado estadual. Garcia também foi deputado federal e prefeito de Belo Horizonte, antes de ocupar o cargo de governador de Minas Gerais por dois mandatos (1984 a 1987 e 1991 a 1994).

Em 1982, elegeu-se vice-governador pela chapa de Tancredo Neves, na primeira eleição direta depois da ditadura militar. No ano seguinte, Tancredo nomeou Garcia para acumular o cargo de vice-governador e de prefeito de Belo Horizonte, já que na época não havia eleições diretas para a prefeitura. Em 1984, assumiu como governador após a renúncia de Tancredo. Ficou no governo até 1987. Em 1991, foi eleito governador e exerceu o mandato até o fim de 1994, quando deixou a política e voltou para Santo Antônio do Amparo.

Em 1982, elegeu-se vice-governador pela chapa de Tancredo Neves, na primeira eleição direta depois da ditadura militar. No ano seguinte, Tancredo nomeou Garcia para acumular o cargo de vice-governador e de prefeito de Belo Horizonte, já que na época não havia eleições diretas para a prefeitura. Em 1984, assumiu como governador após a renúncia de Tancredo. Ficou no governo até 1987. Em 1991, foi eleito governador e exerceu o mandato até o fim de 1994, quando deixou a política e voltou para Santo Antônio do Amparo.

Na vida política, Garcia foi filiado à União Democrática Nacional (UDN), Aliança Renovadora Nacional (Arena), ao Partido Popular (PP), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido das Reformas Sociais (PRS), do qual foi fundador, e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), pelo qual concorreria ao Senado em 1998, mas acabou desistindo do pleito.

O velório ocorrerá no Cemitério e Crematório Parque da Colina, a partir das 14h. A cerimônia de cremação está prevista para as 17h, conforme divulgou a assessoria do governo de Minas.

Um familiar confirmou o local do enterro e disse que Garcia não queria homenagens. Disse também que, desde 2006, por motivo de doença, o político estava interditado pela família e privado da administração dos bens. O ex-governador deixa três filhas.

Nota de pesar
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG), o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB-MG), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgaram nota em que lamentam a morte de Hélio Garcia:

Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG)
Na manhã desta segunda-feira (6), o governador Fernando Pimentel lamentou a morte do político. “Foi com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do ex-governador Hélio Garcia. Homem público com uma trajetória de inestimáveis serviços prestados ao Estado e ao país, Hélio Garcia era uma das mais importantes referências da política mineira. Minas perde uma liderança que sempre se pautou pela sensatez, serenidade e espírito democrático”.

Prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB-MG)
O prefeito Marcio Lacerda também manifestou nota de pesar. “Hélio Garcia nos deixa a lição de um grande homem público. Discreto, porém realizador, exímio articulador, que deu a sua
contribuição em momentos decisivos da história recente de nossa cidade, nosso estado e, em especial, no processo de redemocratização do país”.

Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
O senador Aécio Neves destacou a tragétório do político. “O ex-governador Hélio Garcia foi um dos homens públicos mais marcantes de sua época. Impressionava a todos pela sua habilidade política e capacidade de estratégia e conciliação. Foi ator importante no processo de redemocratização do Brasil, como vice de Tancredo no governo de Minas. Seu nome está para sempre inscrito na história dos mineiros”.

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