10/10/2016

10:28

Por: Alberto Silva

Haddad é homenageado com uma festa que traduzia o fim do seu governo: ‘Valeu, bye bye’

Em ato com 400 pessoas na Avenida Paulista, os fiéis ciclistas e progressistas lançam o derrotado Haddad para governador e ouvem Eduardo Suplicy cantar

No começo da tarde deste domingo, cerca de 400 pessoas – pelas contas da Polícia Militar – fizeram uma manifestação na Avenida Paulista em apoio ao quase ex-prefeito paulistano Fernando Haddad. Você não leu errado: uma semana após perder a reeleição logo no primeiro turno para o tucano João Dória Jr. pelo acachapante placar de 53,3% a 16,7%, o político petista foi homenageado com uma festa que traduzia em tudo o clima do final de seu governo: uma melancolia só.

Não que a derrota tenha sido suficiente para tirar seus defensores mais aguerridos – um amálgama dos ciclistas de sempre com certa brigada hipster-orgânico-progressista – da bolha em que vivem, aquela espécie de Vila Madalena idílica e sem contato com a São Paulo real que castigou Haddad nas urnas. Prova dessa existência numa redoma paralela eram os gritos de ordem da galera. “Haddad governador” era o mais ouvido.

Como de praxe, o quase ex-prefeito fez questão de adoçar a boca dos participantes do ato “Valeu, Haddad”, convocado por meio das redes sociais. Disse aquelas palavras bonitas que, obviamente, contrastam com a feiura eloquente dos buracos na rua, ciclovias que deixam a desejar e outras marcas da gestão. Diante dos fiéis dos últimos dias, Haddad afirmou que a cidade não “está à venda”. E disse mais algumas frases bonitas, mas invariavelmente descafeinadas – pois ninguém é de ferro. “A gente transformou as ruas de São Paulo em nossa moradia”, discursou. E ainda: “Independente de quem estiver no cargo de prefeito, essa cidade não vai deixar de ser das pessoas.”

Como de praxe, o quase ex-prefeito fez questão de adoçar a boca dos participantes do ato “Valeu, Haddad”, convocado por meio das redes sociais. Disse aquelas palavras bonitas que, obviamente, contrastam com a feiura eloquente dos buracos na rua, ciclovias que deixam a desejar e outras marcas da gestão. Diante dos fiéis dos últimos dias, Haddad afirmou que a cidade não “está à venda”. E disse mais algumas frases bonitas, mas invariavelmente descafeinadas – pois ninguém é de ferro.

Sorte que alguém estava ali para lembrar aos presentes que havia um mundo real fora daquela bolha. O colega petista Eduardo Suplicy, ex-senador e vereador mais votado da cidade nesta eleição, disse que continuará caminhando junto com Haddad. E, em meio a balões vermelhos em forma de coração, entoou Homem na Estrada, dos Racionais MCs, e Blowin’ In The Wind, de Bob Dylan – seu hit absoluto. Valeu, Haddad: bye, bye.

(Via Agencia)

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