16/06/2016

14:39

Por: Alberto Silva

Fui estuprada pelo meu marido e ele foi estuprado na cadeia

Me casei aos 23 anos, com o meu namorado da adolescência, e tínhamos uma filha de um ano. Um dia, depois de um passeio em família, cheguei em casa e fui tomar banho. Meu marido me seguiu até o banheiro.

Mulher denuncia marido estuprador e ele sente na pele a dor e a humilhação de u estupro na cadeia. Estuprar a esposa rende 9 anos de cadeia. Relato emocionante e corajosa de uma mulher que foi estuprada pelo próprio marido e depois que adoeceu decidiu denunciar o crime. Hoje o marido está preso e é estuprado na cadeia.

Me casei aos 23 anos, com o meu namorado da adolescência, e tínhamos uma filha de um ano. Um dia, depois de um passeio em família, cheguei em casa e fui tomar banho. Meu marido me seguiu até o banheiro. Pedi pra ele sair, para ir olhar nossa filha na sala. Ele disse que ela estava brincando e entrou no chuveiro comigo. Eu repetia o pedido para que ele saísse, que eu não queria sexo naquela hora. Falei ainda que a bebê estava acordada e eu não queria que ela ouvisse. Ele disse que ela não entendia nada e me prendeu contra a parede. Ele era muito forte e me penetrou contra a minha vontade. Comecei a chorar, pedi o tempo todo pra ele parar. Ele não parou mesmo vendo meu desespero.

Fiquei muito abalada com isso. Não conseguia parar de chorar por horas. Sentia muita raiva. Ele sabe o que fez. Me pediu perdão. Disse que achou que eu “estava de palhaçada”, que estava exagerando, mas que queria e ia acabar gostando. Ele pedia perdão, mas eu não conseguia nem deixá-lo encostar em mim, me sentia péssima. Esse foi o início do fim do nosso casamento. Nos separamos quatro meses depois. Fazem 13 anos e até hoje não consigo nem apertar sua mão.

Ele sempre foi um abusador, me humilhava constantemente, sofri muito com as coisas que ele me dizia para me diminuir. A violência sexual me mostrou que eu vivia com um monstro, um pscicopata, que achava que era meu dono, que podia controlar a minha vida e o meu corpo.

Sempre tive a consciência de que aquilo tinha sido um estupro, mas nunca tive coragem de contar pra ninguém. Fiquei com aversão até a presença dele, nem dormia mais na mesma cama. Mandei ele embora mesmo sem saber como sustentaria a casa.

Depois dessa separação não consegui me envolver com outras pessoas. Fiquei com forte bloqueio emocional e intolerante à qualquer sinal de conflito. Não consigo me entregar nem dar continuidade a um relacionamento e nunca mais me apaixonei. Confiava no meu marido e ele abusou de mim fisicamente  e emocionalmente.”

ESTUPRAR A PRÓPRIA ESPOSA É CRIME

A juíza Ângela Cristina Passos Rossi (foto), da comarca de Goianira, condenou a 9 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, um homem que estuprou a própria mulher. Segundo a magistrada explicou em sentença, o matrimônio não dá direito ao marido forçar a parceira à conjunção carnal contra a vontade. O réu não pode recorrer em liberdade.

Na sentença, a juíza afirmou que embora haja, no casamento, a previsão de relacionamento sexual, o “referido direito não é uma carta branca para o marido forçar a mulher, empregando violência física ou moral. Com o casamento, a mulher não perde o direito de dispor de seu corpo, já que o matrimônio não torna a mulher objeto”.

Para a configuração do estupro não há, necessariamente, a coleta de provas físicas que demonstrem lesões ou indícios. “A palavra da vítima é uma prova eficaz para a comprovação da prática, se corroborada pelas demais provas e fatos”.

ESTUPRADOR NA CADEIA SENTE NA PELE O CRIME

O estuprador da própria esposa sentiu na pele o mal que causou. Na cadeia o código moral diz que estuprador precisa ser estuprado para nunca mais fazer isso. Os presos ao fazerem isso dizem que estão protegendo suas mães, esposas e filhas que estão do lado de fora da cadeia.

O estuprador em questão na primeira noite foi violentado por 21 presos. Foi obrigado a manter relação sexual por via anal e oral. Na manhã seguinte a sua prisão ele deu entrada no ambulatório médico desacordado. Os médicos da unidade prisional diagnosticaram violação extrema do ânus e intolerância alimentícia ao sêmen.

(Via Agencia)

Compartilhe:

Comentários

* O Pensa Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo dos comentários e se reserva o direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.

Mais Lidas

97