16/07/2016

12:45

Por: Alberto Silva

Filha que viu mãe ser esfaqueada, no Rio, ainda não sabe da morte , veja aqui…

Ainda segundo ele, que é militar reformado do Exército, uma reunião familiar será realizada o mais breve possível para decidir com quem a menina, que tem um irmão mais velho, ficará.

A menina de 7 anos que testemunhou o esfaqueamento e morte da mãe, na noite da última quinta-feira, no Estácio, região central do Rio, ainda não sabe que está órfã. A família resolveu preservar a criança e esperar um momento em que todos estejam mais calmos para explicar o fim dessa história trágica. Segundo o tio-avô dela, Tobias Luiz Silveira, de 68 anos, a garota saberá apenas na tarde deste sábado que a mãe morreu.

— Nós deixamos a menina na casa de uma tia, em Pilares (na Zona Norte), para mantê-la afastada dessa história. Mas vamos conversar com ela hoje, não tem mais como esperar. Ela será levada para a minha casa, em Copacabana (na Zona Sul), que é um local diferente do que ela vivia. Ela já morou lá e, inclusive, tem amigos no bairro — revela o tio.

Ainda segundo ele, que é militar reformado do Exército, uma reunião familiar será realizada o mais breve possível para decidir com quem a menina, que tem um irmão mais velho, ficará.

Christiane de Souza Andrade, de 46 anos, saiu de casa, no Estácio, para fazer compras rápidas em um mercado a poucos passos de distância, no início da noite de quinta-feira. Em vez de voltar com os mantimentos, perdeu a vida ali mesmo, na porta do estabelecimento, situado a pouco mais de 300 metros do Hospital Central da Polícia Militar e a 800 do Centro Integrado de Comando e Controle do governo estadual.

— Já deixei claro para todos o meu desejo, e da minha mulher, de criarmos a nossa sobrinha. Vamos procurar a ajuda de um psicóloga — adianta Tobias, que acrescenta: — Segunda-feira eu irei à delegacia para tomar as medidas necessárias.

Menina prestará depoimento

Segundo o delegado Fábio Cardoso, titular da Delegacia de Homicídios, a menina prestará depoimento em um momento oportuno.

— Estamos em contato com a família para que, numa hora mais adequada, a criança possa ser ouvida. Nós temos profissionais especializados no atendimento de crianças e que vão nos ajudar nessa investigação — afirmou.

Entenda o caso

Christiane de Souza Andrade, de 46 anos, saiu de casa, no Estácio, para fazer compras rápidas em um mercado a poucos passos de distância, no início da noite de quinta-feira. Em vez de voltar com os mantimentos, perdeu a vida ali mesmo, na porta do estabelecimento, situado a pouco mais de 300 metros do Hospital Central da Polícia Militar e a 800 do Centro Integrado de Comando e Controle do governo estadual. Diante da filha de 7 anos, que ainda tentou socorrê-la, foi, segundo testemunhas, esfaqueada duas vezes no pescoço por um dos muitos usuários de droga que perambula recorrentemente pela região.

Pessoas que presenciaram o crime relatam que o homem pediu dinheiro a Christiane e ouviu uma negativa. Ele teria, então, sacado a faca, momento em que a vítima disse conhecê-lo: “O que é isso, rapaz, eu sei quem você é”. O apelo não bastou para evitar os golpes do criminoso que, em um vídeo gravado por um taxista que socorreu a dona de casa, chega a ser chamado pelo nome pela menina que presenciou tudo.

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