08/08/2016

21:25

Por: Alberto Silva

Estupro e morte de esposa de pastor gera protesto nas ruas de SP

Depois de confessar à polícia que estuprou, matou e depois escondeu o corpo da vítima, o agressor foi liberado no mesmo dia.

Depois de verem a impunidade da Justiça diante doestupro e assassinato de Fátima Viana, esposa do pastor Daniel Viana, amigos e parentes da vítima realizaram um protesto na noite desta quarta-feira (6) na Avenida Paulista, em São Paulo.

Fátima, que era agente de saúde comunitária, foi encontrada morta na noite de 30 de junho na Brasilândia, Zona Norte da cidade. O crime foi cometido pelo vizinho da vítima, Victor Rodrigues Ramos. Ele confessou à polícia que estuprou, matou e depois escondeu o corpo da mulher, de 45 anos.

No entanto, Ramos foi liberado no mesmo dia em que assumiu a autoria dos crimes. Para o delegado Lupercio Dimove, do 23° Distrito Policial, em Perdizes, Victor devia ter ficado preso. Ele estava em liberdade condicional por um crime de receptação, mas teve a prisão preventiva negada pela Justiça. O documento em que a prisão é negada não tem assinatura de nenhum juiz.

O pastor Daniel Viana, marido de Fátima, se revoltou com a decisão da Justiça. “Ele violenta minha esposa, ele assassina minha esposa, ele confessa isso dentro de um fórum, vai pra uma delegacia e antes de eu reconhecer o corpo da minha esposa no IML, esse cara tá na rua, como que eu vejo isso? Não sei como que eu vejo isso, não”.

Nas ruas, os manifestantes vestiam camisetas estampadas com o rosto da vítima. O objetivo do protesto foi pedir a prisão do agressor.

O pastor Daniel Viana, marido de Fátima, se revoltou com a decisão da Justiça. “Ele violenta minha esposa, ele assassina minha esposa, ele confessa isso dentro de um fórum, vai pra uma delegacia e antes de eu reconhecer o corpo da minha esposa no IML, esse cara tá na rua, como que eu vejo isso? Não sei como que eu vejo isso, não”.

Fátima era agente comunitária de saúde de uma Unidade Básica de Saúde da Brasilândia há 18 anos. Trabalhava visitando os moradores e também morava perto do local.

Procurado pela reportagem do SPTV, o Tribunal de Justiça informou que não localizou o pedido de prisão e, mesmo se tivesse localizado, não daria explicações por que o caso corre em segredo de Justiça.

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