15/08/2016

08:37

Por: Alberto Silva

Em vídeo, dentro da cadeia, presos fazem juramento ao PCC, veja aqui…

Além de ameaçar de morte políticos locais, coordenar rebeliões e até de colocar um carro bomba na frente do prédio da Assembleia Legislativa, em abril.

Um vídeo gravado no interior de um presidio na Região Metropolitana de Fortaleza mostra o grau de desfaçatez do PCC. A organização criminosa que surgiu em São Paulo em 1993 alastrou-se pelo Brasil faz uma demonstração de força que deveria enrubescer as autoridades locais.

Um dos presos grava uma ordem-unida comandada por um dos líderes da organização criminosa nas dependências da Casa de Privação Provisória da Liberdade Agente Luciano de Andre Lima, localizada na cidade de Itatinga.

Dezenas de presidiários repetem em uníssono as palavras de ordem proferidas por um dos bandidos. Entre elas, estão o lema do PCC, que segue os brados de 1533. O número representa, pela ordem das letras no alfabeto, a sigla da organização. P (15° letra), C (3° letra) e C (3° letra).

Dezenas de presidiários repetem em uníssono as palavras de ordem proferidas por um dos bandidos. Entre elas, estão o lema do PCC, que segue os brados de 1533. O número representa, pela ordem das letras no alfabeto, a sigla da organização. P (15° letra), C (3° letra) e C (3° letra).

Estima-se que o PCC tenha cerca de 10 000 membros em cadeias e presídios em todas as Unidades da Federação. No Ceará, onde o vídeo foi gravado, os criminosos estão envolvidos em uma série de ações criminosas que estão encurralando o Governo.

Além de ameaçar de morte políticos locais, coordenar rebeliões e até de colocar um carro bomba na frente do prédio da Assembleia Legislativa, em abril. O PCC tem promovido ações públicas de força, como desfiles públicos de gangues e tribunais de execução sumária. Dezenas de vídeos de execuções promovidas pelos bandidos instalados no Ceará são distribuídos por meio das redes sociais.

Segundo um delegado cearense ouvido por VEJA.com, na última sexta-feira, os criminosos deram outro sinal de força. Encomendaram 15 pizzas para comer nas dependências do presídio. Insatisfeitos com a revista nas caixas ameaçaram rebelião. Depois de muita negociação com um representante da Secretaria de Justiça ganharam a promessa de que não terão mais os alimentos remexidos.

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