29/03/2016

12:46

Por: Alberto Silva

Dilma perde o chão, governo a deriva e Cunha pedirá renúncia para evitar cassação.

Começa a ser alinhavado um acordo para livrar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da cassação, caso Temer assuma o governo. Ele renunciaria à presidência da Câmara dos Deputados sob o argumento de que o novo governo precisaria articular nova maioria no parlamento. Seria suspenso pelo conselho de ética, mas manteria o cargo, garantindo o foro privilegiado.
O acerto só será possível, no entanto, caso o STF (Supremo Tribunal Federal) não atenda ao pedido da Procuradoria Geral da República, que defende que Cunha seja afastado do cargo.

Sobe a estrela de Henrique Meirelles como possível ministro da Fazenda de um eventual governo de Michel Temer (PMDB-SP), que assumirá a Presidência em caso de impeachment de Dilma Rousseff. No sentido contrário, caem as apostas no nome de Armínio Fraga para o cargo.

A imagem de Armínio Fraga seria colada demais à do senador e ex-presidenciável tucano Aécio Neves, o que desagradaria a Michel Temer, segundo interlocutores diretos do vice.
Ex-presidente do Banco Central do governo de Fernando Henrique Cardoso, Fraga traria à memória também um período de recessão e desemprego no país. Já Henrique Meirelles ocupou o mesmo cargo no período de acelerado crescimento do governo Lula.
Temer já prevê que um eventual governo liderado por ele dificilmente reverterá, em poucos meses, o quadro recessivo da economia brasileira. Enfrentará protestos e será mal avaliado em pesquisas. A imagem de Meirelles, nesse contexto, ajudaria a sinalizar que o “futuro” pode ser um pouco melhor.

Começa a ser alinhavado um acordo para livrar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da cassação, caso Temer assuma o governo. Ele renunciaria à presidência da Câmara dos Deputados sob o argumento de que o novo governo precisaria articular nova maioria no parlamento. Seria suspenso pelo conselho de ética, mas manteria o cargo, garantindo o foro privilegiado.

Advogados e juristas de São Paulo devem apresentar ação na Justiça questionando a iniciativa do presidente da OAB, Claudio Lamachia, deapresentar proposta para que a entidade defendesse o impeachment de Dilma, o que acabou aprovado pelo conselho da ordem. Vão defender, como já ocorre em ações de outros Estados, que ele deveria ter feito plebiscito com a categoria em assunto de tal gravidade.
“A OAB diz que defende o impeachment porque Dilma está na delação de Delcídio do Amaral. Por coerência, deveria pedir também o impedimento de Temer e o afastamento do senador Aécio Neves do cargo, já que eles também foram citados pelo senador”, diz Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do setorial jurídico do PT e integrante do Sindicato dos Advogados de São Paulo.

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