28/04/2016

11:57

Por: Alberto Silva

Delegado da Lava Jato diz que ministro tem que ter compromisso contra corrupção

Por Estadão Conteúdo - A celeuma criada em torno da possível nomeação de Mariz surgiu de sua atuação como defensor de empreiteiros investigados pela força-tarefa e também por ter assinado manifesto contra a Lava Jato, em janeiro de 2016


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Integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, o delegado da Polícia Federal Eduardo da Silva Mauat fez críticas indiretas, sem citar nomes, à possibilidade de o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira chefiar o Ministério da Justiça (mais informações acima). “Um ministro que não esteja comprometido verdadeiramente com o combate à corrupção e o fornecimento de meios para as instituições vinculadas à pasta estaria fora desse contexto e, em defesa desse processo de mudança, deveria ser vetado ou derrubado”, disse Mauat. O delegado disse que não falava pela Lava Jato. “Falo por mim”.

A celeuma criada em torno da possível nomeação de Mariz surgiu de sua atuação como defensor de empreiteiros investigados pela força-tarefa e também por ter assinado manifesto contra a Lava Jato, em janeiro de 2016. As críticas do advogados se referem ao instrumento da delação premiada.

“Acredito que o trabalho até aqui realizado e o envolvimento da sociedade em torno da mudança da imagem do País interna e externamente é um processo irreversível, mas que precisa ser defendido”, afirmou o delegado.

Seu senso de heroísmo está equivocado. O juiz-herói é aquele que tem a coragem da discrição, a obsessão com a imparcialidade. Aquele que não negocia direitos fundamentais mesmo quando estes atrasam a investigação. O desafio é impedir que a Lava Jato naufrague, e que não desperdice mais uma vez a oportunidade histórica

A condução da Lava Jato pelo juiz federal Sérgio Moro já foi objeto de elogios, no início das investigações, em março de 2014, e, nesta fase atual, começou a receber críticas de vários juristas do País. As desaprovações se avolumaram no dia em que o magistrado autorizou a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sala do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A medida foi vista por vários acadêmicos da área como desnecessária. Mas antes que Lula fosse levado a depor sob transmissão televisiva de todo o País, a operação já chegara a ser alvo de divergências entre juristas pelo volume das delações premiadas, das coercitivas e pelas frequentes aparições públicas de Moro.

“Seu senso de heroísmo está equivocado. O juiz-herói é aquele que tem a coragem da discrição, a obsessão com a imparcialidade. Aquele que não negocia direitos fundamentais mesmo quando estes atrasam a investigação. O desafio é impedir que a Lava Jato naufrague, e que não desperdice mais uma vez a oportunidade histórica”, declarou ao professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Conrado Hubner Mendes.

Em outras frentes, Moro foi ovacionado. Nos protestos de rua de março contra o governo Dilma, o juiz foi tratado como herói por alguns manifestantes na Avenida Paulista.

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