23/05/2016

11:36

Por: Alberto Silva

Cunhado de Ana Hickmann revela todos os detalhes sobre o atentado

Na manhã deste domingo (22), Gustavo Corrêa, cunhado da apresentadora Ana Hickmann, deu uma entrevista exclusiva a VEJA SÃO PAULO sobre o atentado sofrido pela ex-modelo neste sábado (21), em um hotel em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Gustavo Corrêa, que matou o rapaz fanático pela apresentadora, conta que o ataque teve uma reviravolta quando ela desmaiou sob a mira do revólver.

Gustavo, sua mulher, Giovana Oliveira, e Ana Hickmann foram abordados pelo fãRodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, no hotel Ceasar Business. Giovana foi baleada durante o ataque e encaminhada para um hospital, mas já está fora de perigo. A apresentadora, que estava na capital mineira para inaugurar um showroom de sua marca num evento com lojistas, já está em São Paulo. Confira a entrevista:

Como foi o ataque?

Agora a nossa preocupação é daqui para frente. A Ana Hickmann é muito querida pelos fãs, fãs ótimos, mas vamos ter que pensar como será quando alguém se aproximar dela. Isso tudo foi muito assustador.

Eu estava no corredor do hotel. O rapaz me abordou apontando a arma para minha cabeça e me obrigou a abrir a porta do quarto. Quando entrou no apartamento, ficou ameaçando todo mundo. Isso durou cerca de 15 ou 20 minutos.

O que ele dizia?

Falava várias loucuras. Dizia por exemplo que a Ana Hickmann mandava beijos com biquinho nas redes sociais especialmente para ele. Disse que uma vez ele elogiou um vestido amarelo no Instagram e no outro dia ela estava usando aquele vestido, que aquilo tudo era para ele. Enquanto isso, apontava o revólver 38 carregado de balas. Depois vi que as balas eram novinhas, nada de bala vagabunda. Foi tudo premeditado para matar e, acho, se matar em seguida. Em determinado momento, a Ana desmaiou nos braços da Giovanna. Ele avançou e parti para cima.

E depois?

Foi “cortina preta” na minha cabeça, não dá para pensar em nada. Só queria salvar as mulheres. Ficamos em luta corporal por cerca de dois minutos. Até que a arma se soltou e foi parar atrás dele. Peguei a arma e dei dois tiros na cabeça dele. Enquanto isso, Ana e Giovanna correram para fora do quarto. Em algum momento, ele deu dois tiros. A Ana não foi atingida, mas uma das balas acertou a Giovana. Nesse momento o cabelereiro da Ana estava chegando. Ele pegou a Giovanna e colocou ela dentro de um táxi E levou para o hospital. Se não fosse ele, ela estaria morta.

Como está a Giovana?

Agora bem. O tiro a atingiu de uma maneira muito grave. Foi uma bala só, mas que pegou várias partes do corpo, atingiu a artéria femoral. A impressão é de que ela está com uma fratura exposta. Por sorte não corre risco, mas, segundo os médicos, foi muita sorte, como se tivesse ganhado na mega sena.

É estranha a sensação de ter matado o rapaz?

Foi tudo desesperador. Não tenho nenhum remorso de ter matado. Antes ele do que eu. Íamos todos morrer. Depois soube, pela dona do showroom, que ele havia tentado se credenciar como lojista para o evento. Ele ia matar todo mundo, essa era a clara ideia dele.

Você tem sido chamado de herói nas redes sociais

Fiz o que um homem deveria fazer. Era a minha obrigação de homem com duas mulheres no quarto. Não quero que digam que sou herói.

E agora, o que muda na rotina de vocês?

Agora a nossa preocupação é daqui para frente. A Ana Hickmann é muito querida pelos fãs, fãs ótimos, mas vamos ter que pensar como será quando alguém se aproximar dela. Isso tudo foi muito assustador.

SOBRE O CASO

Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, era fã de Ana Hickmann e foi baleado por Gustavo após invadir o hotel Caesar Business, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A apresentadora estava hospedada no local na companhia da cunhada, que foi baleada e segue internada, e de Gustavo Corrêa, irmão de seu marido.

Gustavo Corrêa, cunhado da apresentadora, salvou a mulher, Giovana Oliveira, e Ana Hickmann do ataque. Segundo a polícia, ele lutou com Rodrigo e acabou matando o fã de 30 anos. “Graças a Deus já está tudo bem”, disse ele a VEJA SÃO PAULO, por telefone. “Minha mulher está fora de perigo e eu não me machuquei.” — para saber mais sobre o caso,

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