12/04/2016

16:02

Por: Alberto Silva

Com presença de Lula, artistas e intelectuais que já receceram milhões da lei rouanet lançam manifesto no Rio

Documento assinado por nomes como Chico Buarque, Leonardo Boff e José Martinez Corrêa, afirma que democracia está ameaçada

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na noite desta segunda-feira (11), de um ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Rio de Janeiro. O evento começou às 17 horas, na Fundição Progresso, no centro do Rio, ao lado dos Arcos da Lapa. O centro cultural, que tem capacidade para 5 mil pessoas, estava lotado. Os discursos foram transmitidos do lado de fora em um telão.

O escritor Eric Nepomuceno leu o manifesto contra o impeachment de Dilma, classificado pelos participantes do ato como ameaça à democracia. O documento, chamado de “Cultura pela Democracia” havia sido divulgado na semana passada pelo escritor Fernando Morais.

“O que vivemos hoje no Brasil é uma clara ameaça ao que foi conquistado a duras penas: a democracia. Uma democracia ainda incompleta, é verdade, mas que soube, nos últimos anos, avançar de maneira decidida na luta contra as desigualdades e injustiças, na conquista de mais espaço de liberdade, na eterna tentativa de transformar este nosso país na casa de todos e não na dos poucos privilegiados de sempre”, diz o texto.

Depois de ganhar MILHÕES com a lei Rouanet, um tapinha nas costas não faz mal a ninguém, não é?

O ato foi convocado para esta segunda, quando votado em Brasília o relatório a favor do impeachment de Dilma, na comissão especial na Câmara dos Deputados. O parecer de Jovair Arantes (PTB-GO) pela destituição da presidente foi aprovado por 38 votos a favor e 27 contra.

Nesta segunda, estavam presentes na Lapa, segundo o G1, os músicos Chico Buarque, Nelson Sargento e Beth Carvalho, o ator Gregório Duvivier, os juristas Juares Tavarez e Luiz Moreira, os políticos Marcelo Freixo (PSOL), Carlos Minc (PT) e Lindbergh Farias (PT), entre outros.

O principal grito na plateia era o de “Não vai ter golpe”. Após os discursos na Fundição, o ato seguiu em frente aos Arcos da Lapa.

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