12/05/2016

05:12

Por: Alberto Silva

Collor oportunista ignora momento do Impeachment e mostrar que justiça no Brasil não existe, ele está ali

Em 1992, fui instado a renunciar na suposição de que as acusações contra mim fossem verdadeiras.

O senador Fernando Collor de Melo, que foi também condenado por impeachment no Brasil, aproveitou a imensa audiência da TV Senado neste momento tão importante na história do país para dar recado aos brasileiros, insinuando que foi vítima quando sofreu o impeachment e perdeu o mandato em 1992.

Era de esperar que não caberia ao senador Collor outro discurso que não seguisse a direção apresentada por ele.

Citou o livro “Ruínas de um governo”, de Ruy Barbosa, e trechos da denúncia do impeachment de 1992 escrita por Barbosa Lima Sobrinho. “Chegamos ao ápice de todas as crises, às ruínas de um governo, de um país. Não discutimos crimes comuns, mas crimes de responsabilidade.”

Citou o livro “Ruínas de um governo”, de Ruy Barbosa, e trechos da denúncia do impeachment de 1992 escrita por Barbosa Lima Sobrinho. “Chegamos ao ápice de todas as crises, às ruínas de um governo, de um país. Não discutimos crimes comuns, mas crimes de responsabilidade.

E acrescentou com sua peculiar habilidade de convencimento, a mesma que aplicou na campanha vencedora para presidente.

“Em 1992, bastaram menos de quatro meses, entre o recebimento da denúncia e a decisão do Senado de me afastar. No atual processo, já se passaram mais de oito meses e mais seis meses estão previstos. O rito é o mesmo, mas o ritmo e o rigor não. Basta lembrar que, entre a chegada do relatório da comissão especial no Senado e meu afastamento, transcorreram apenas 48 horas. O parecer da comissão especial possui 128 páginas. O mesmo parecer continha meia página, com apenas dois parágrafos.”

“Em 1992, fui instado a renunciar na suposição de que as acusações contra mim fossem verdadeiras. Me utilizei de advogados particulares para me defender. Dois anos depois fui absolvido de todas as acusações do STF. Perdi meu mandato e não recebi qualquer tipo de reparação. Da decisão do Senado, não coube recurso direto ou indireto.”

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