20/06/2016

14:07

Por: Alberto Silva

Brasil vai fechar as portas, crise financeira vai levar o país a calamidade, veja

A Fazenda ofereceu apenas um mês de suspensão de 100% dos débitos e uma queda gradual da carência de 5% a cada mês.

O presidente em exercício, Michel Temer, se reúne nesta segunda-feira à tarde com governadores, em Brasília, para tratar da renegociação da dívida dos Estados e do decreto de calamidade pública anunciado pelo governo do Rio de Janeiro. Segundo interlocutores, Temer tenta evitar que outros Estados sigam o mesmo caminho do Rio, pressionando o Planalto por mais recursos.

Na última sexta-feira, em uma ação combinada com o Planalto, o governador interino do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP), anunciou o decreto de calamidade alegando uma grave crise financeira. A medida, que é adotada geralmente em casos de desastres naturais, prevê a agilização de transferências da União. Na ocasião, o presidente não quis comentar o assunto e disse que o tema seria tratado na reunião de hoje.

Os governos federal e estadual estudam desde a semana passada uma saída legal para que a União preste socorro financeiro emergencial ao Rio de Janeiro, a fim de garantir recursos ainda pendentes para a Olimpíada, além do dinheiro para pagar salários atrasados de servidores. Depois do aceno do socorro de 3 bilhões de reais para o Rio de Janeiro, a ala política do governo defende um alívio maior que o oferecido pelo Ministério da Fazenda aos Estados: uma moratória de dez meses. Um prazo maior para a carência deve servir como uma espécie de armistício na disputa que está sendo travada há meses em torno da questão dos débitos. A Fazenda ofereceu apenas um mês de suspensão de 100% dos débitos e uma queda gradual da carência de 5% a cada mês.

Antes do encontro com Temer, os governadores vão se reunir na residência oficial do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. A maioria dos governadores defende o alongamento do pagamento da dívida com a União por 20 anos.

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