29/09/2016

13:49

Por: Alberto Silva

Bancários rejeitam proposta e greve continua

A paralisação já é a segunda maior greve da categoria dos últimos anos, atrás apenas de 2004, quando a paralisação chegou a 30 dias.

Com a rejeição da proposta dos bancos na noite de quarta-feira, 28, a greve dos bancários entra no 24º dia nesta quinta-feira. A paralisação já é a segunda maior greve da categoria dos últimos anos, atrás apenas de 2004, quando a paralisação chegou a 30 dias.

Os bancos apresentaram ao Comando Nacional da categoria uma proposta válida por dois anos: manutenção do reajuste de 7% para 2016, com abono de R$ 3.500, um aumento de R$ 200 em relação à proposta anterior, e aumento de 0,5% acima da inflação para 2017.

A proposta foi rejeitada. Segundo o sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, a proposta para 2016 não representa ganho real para a categoria e não traz avanços nos pedidos de manutenção dos empregos, reivindicações de saúde e condições de trabalho.

“Os bancos perderam a oportunidade de resolver a greve. Conforme dissemos ao final da reunião de terça-feira, quando a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) anunciou a proposta de mudança de modelo, só poderíamos analisar se trouxesse ganhos para os trabalhadores. Como a proposta detalhada nessa quarta ainda impõe perdas aos bancários, o Comando rejeitou e a greve continua”, disse a presidente do sindicato, Juvandia Moreira, umas das coordenadoras do Comando.

"Os bancos perderam a oportunidade de resolver a greve. Conforme dissemos ao final da reunião de terça-feira, quando a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) anunciou a proposta de mudança de modelo, só poderíamos analisar se trouxesse ganhos para os trabalhadores

Na próxima segunda feira, 3, haverá uma assembleia às 17 horas para debater os rumos da paralisação.

Até a quarta-feira, 28, 13.254 agências e 28 centros administrativos estavam com atividades paralisadas, o que representa 57% das locais de trabalho no País.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4.043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia. Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo.

(Via  Agencia)

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