19/05/2016

09:55

Por: Alberto Silva

Avião da EgyptAir que ia de Paris ao Cairo cai no mar, 66 pessoas desaparecidas

Pelo Twitter, a companhia aérea disse que "entrou em contato com todas as autoridades competentes e que equipes de resgate estão a caminho do local".

Um Airbus A320 da companhia EgyptAir desapareceu na madrugada desta quinta-feira (19) enquanto sobrevoava o leste do mar Mediterrâneo com 56 passageiros e dez tripulantes que saíram de Paris a caminho do Cairo.

Segundo o site FlightRadar24, a aeronave, que fazia o voo MS804, parou de enviar sinais ao radar quando estava a 37 mil pés (11.277 metros), por volta das 2h45 locais (21h45 de quarta em Brasília).

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Ele identificou as 66 pessoas a bordo como 56 passageiros –incluindo uma criança e dois bebês–, três agentes de segurança, cinco comissários de bordo e os dois pilotos. Inicialmente, a companhia havia informado que a aeronave levava 69 pessoas a bordo.

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De acordo com informações preliminares, a aeronave teria caído no mar. Há uma testemunha que afirma ter visto uma bola de fogo no céu –mas ainda não há nenhuma confirmação de explosão.

Pelo Twitter, a companhia aérea disse que “entrou em contato com todas as autoridades competentes e que equipes de resgate estão a caminho do local”.

Em entrevista à rede de televisão CNN, o porta-voz da empresa, Ahmed Abdel, disse que os pilotos não fizeram um chamado de emergência e que a aeronave não registrou problemas no trajeto anterior, entre Cairo e Paris.

Ele identificou as 66 pessoas a bordo como 56 passageiros –incluindo uma criança e dois bebês–, três agentes de segurança, cinco comissários de bordo e os dois pilotos. Inicialmente, a companhia havia informado que a aeronave levava 69 pessoas a bordo.

De acordo com a companhia aérea, no aparelho viajavam 30 passageiros egípcios, 15 franceses, dois iraquianos, um britânico, um canadense, um belga, um português, um argelino, um sudanês, um chadiano, um saudita e um kuwaitiano.

Segundo Abdel, o capitão da aeronave, que não foi identificado, tem mais de 6.000 horas de voo, incluindo 2.000 em Aribus A320. O avião, afirma ele, não levava oficialmente cargas perigosas em seu bagageiro.

O ministério da Aviação Civil egípcio confirmou que as equipes de buscas foram enviadas à região.

O presidente francês, Francois Hollande, conversou nesta quinta com seu homólogo egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, para acertar uma estreita cooperação visando estabelecer as circunstâncias do desaparecimento do voo MS804. “Nenhuma hipótese é descartada”, declarou o primeiro-ministro francês, Manuel Valls.

A hipótese de ataque terrorista será uma das mais prováveis linhas de investigação, a ser levada a cabo pelo Egito com cooperação francesa.

Esta é a segunda vez neste ano que um avião da EgyptAir é alvo de um desvio de rota inesperado. Em março, outro avião da companhia, que ia de Alexandria ao Cairo, foi sequestrado e desviado a Chipre. Na ocasião, o sequestrador agiu por motivo passional e todos as pessoas a bordo foram libertadas sem ferimentos.

No entanto, há o temor de que o sumiço seja o resultado de uma ação terrorista, como a queda de um Airbus A321 de uma companhia russa que deixou o aeroporto de Sharm al-Sheikh rumo a São Petersburgo.

O avião caiu em 31 de outubro passado na Península do Sinai, no Egito, com 224 pessoas a bordo. Segundo o governo russo, a aeronave caiu devido a uma bomba colocada por um dos funcionários do aeroporto egípcio.

A ação foi reivindicada pela filial local da milícia terrorista Estado Islâmico, contra quem os russos combatem na Síria. As autoridades egípcias, porém,negam esta versão.

Espera-se, assim, um golpe ainda mais forte na indústria turística egípcia, já em frangalhos. O país tem lidado com a ausência de visitantes, e seus monumentos têm sido pouco visitados.

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