26/08/2016

16:57

Por: Alberto Silva

ASSISTA AQUI – O clima esquenta, RENAN mete a mão no peito de Lindbergh Farias “saí pra la” veja o quebra pau aqui …

A cena foi contra tudo aquilo que vinha sendo observado ao longo do processo no Senado nos últimos meses.

Em um dos momentos mais tensos do segundo dia do julgamento de Dilma Rousseff, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), empurrou o senador petista Lindbergh Farias (PT-RJ), atitude que levou o ministro Ricardo Lewandowski, responsável pelo comando da sessão, a suspendê-la para acalmar os ânimos.

O empurrão ocorreu no momento em que Renan, pela primeira vez ao longo de todo o processo de impeachment, se manifestava pessoalmente, e não como presidente da Casa, contra discursos de alguns dos aliados de Dilma Rousseff. E citou nominalmente a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao afirmar ter interferido contra seu indiciamento e o de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, no STF por corrupção passiva.

A nota explica ainda as duas reclamações que foram protocoladas pela Mesa Diretora do Senado no STF. "A reclamação 24.473 versa sobre a preservação da imunidade parlamentar na operação de busca de apreensão em imóvel do Senado Federal da senadora. Já na reclamação 23.585, que trata do indiciamento da senadora pelo delegado da Polícia Federal, o Senado Federal tentou desfazer ao indiciamento pela Polícia Federal", afirma o comunicado.

“Ontem [quinta-feira], a senadora Gleisi (Hoffman – PT-PR) chegou ao cúmulo de afirmar que o Senado Federal não tem a moral de julgar o impeachment”, bradou Calheiros. “Como uma senadora pode fazer uma declaração dessas, sendo que há 30 dias o presidente do Senado Federal conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, desfazer o indiciamento da senhora e de seu esposo?”

Diante da afirmação, surpreendente, senadores aliados de Dilma foram para cima do presidente da Casa para contestá-lo. Foi o momento em que Farias se aproximou de Calheiros e acabou sendo empurrado por ele – o que imediatamente respondeu com um “não me empurra!”. Na sequência, Lewandowski suspendeu a sessão por cinco minutos.

A cena foi contra tudo aquilo que vinha sendo observado ao longo do processo no Senado nos últimos meses. E, se impeachment dentro da Casa vinha sendo elogiado pela sobriedade com que parlamentares vinham demonstrando em comparação à atitude dos deputados na Câmara, o segundo dia do julgamento em plenário escancarou momentos que mostram que as coisas podem não ser bem assim nos dias decisivos da ação contra Dilma Rousseff.

Devido aos bate-bocas e trocas de ofensas, a sessão foi suspensa por Lewandowski em vários momentos ao longo do dia – incluindo pouco depois das 11h, quando o presidente do Supremo adiantou o horário de almoço para acalmar os parlamentares.

Após bate-boca, Renan se explica publicamente

A assessoria de imprensa do presidente do Senado divulgou uma nota para explicar sua fala no plenário mais cedo, quando o peemedebista disse que livrou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) de um indiciamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

A nota tentou mostrar o caráter institucional na fala de Calheiros, afirmando que suas declarações se referem à uma manifestação pública do órgão ao STF contra a ação de busca e apreensão no apartamento funcional da senadora.

A nota explica ainda as duas reclamações que foram protocoladas pela Mesa Diretora do Senado no STF. “A reclamação 24.473 versa sobre a preservação da imunidade parlamentar na operação de busca de apreensão em imóvel do Senado Federal da senadora. Já na reclamação 23.585, que trata do indiciamento da senadora pelo delegado da Polícia Federal, o Senado Federal tentou desfazer ao indiciamento pela Polícia Federal”, afirma o comunicado.

Conforme o texto, a pretensão do Senado foi julgada pelo ministro do STF, Teori Zavascki, em 11 de maio, quando o relator entendeu que a “reclamante acabou denunciada pela suposta prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro” no inquérito 3.979. Na nota, Calheiros defende que as intervenções do Senado são impessoais, transparentes e ditadas pelo dever funcional no intuito de defender a instituição e as prerrogativas do parlamentar.

Renan, no entanto, não pediu desculpas sobre o bate-boca no texto. Ele apenas reiterou sua “isenção” no processo de impeachment e lamentou, de forma geral, “recorrentes provocações em plenário”.

 

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