29/04/2016

11:03

Por: Alberto Silva

Alunos ocupam o prédio do Centro Paula Souza, no centro de SP

Policiais militares, que acompanham à distância a ocupação, disseram que ao menos 80 estudantes estão no local. O trânsito na rua dos Andradas foi interditado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) entre as ruas Aurora e dos Timbiras.

Do lado de fora, portão trancado com corrente de bicicleta e cadeado de senha e faixas penduradas com frases “não vai ter corte” e “não é pela merenda! secundaristas unidos”.

Dentro, estudantes enrolados em cobertores para se proteger do frio de 13ºC da madrugada desta sexta-feira (29). Assim amanheceu o prédio do Centro Paula Souza, na região central de São Paulo.

Desde às 20h de quinta (28), um grupo de estudantes da rede estadual de ensino e escolas técnicas de São Paulo ocupa ao menos dois andares do edifício localizado na rua dos Andradas em protesto pela falta de repassar para a educação e falta de merenda nas escolas.

Dentro, estudantes enrolados em cobertores para se proteger do frio de 13ºC da madrugada desta sexta-feira (29). Assim amanheceu o prédio do Centro Paula Souza, na região central de São Paulo.

Policiais militares, que acompanham à distância a ocupação, disseram que ao menos 80 estudantes estão no local. O trânsito na rua dos Andradas foi interditado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) entre as ruas Aurora e dos Timbiras.
Os estudantes disseram que a ocupação “não foi programada” e ocorreu de forma “espontânea” após uma assembleia, por volta das 18h. Segundo eles, as escolas da rede enfrentam diversos problemas desde a falta a de laboratórios para os cursos técnicos até pias nos banheiros.

Outra reclamação dos adolescentes é relacionada à falta ou a precariedade da merenda escolar. “As bolachas são despejadas em um caixa de papelão para serem servidas no lanche”, disse um dos adolescentes.
Mesmo sabendo da ocupação, um funcionário da limpeza chegou para trabalhar pouco antes das 6h, mas foi impedido pelos manifestantes. Do lado de dentro, funcionários do plantão da noite, argumentavam que só poderiam deixar o local se eles permitissem a entrada do homem.

Os manifestantes disseram para os funcionários que a resposta só séria possível depois de uma assembleia para decidir os rumos da ocupação, nesta manhã.

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